Admissão digital sem papel
Uma empresa de terceirização admitia pessoas com um formulário de 50 perguntas que não podia ser salvo pela metade. Hoje a admissão é feita pelo celular, com assinatura eletrônica própria.
O processo anterior era um formulário de 50 perguntas costurado a uma automação. O candidato preenchia tudo de uma vez sem poder salvar, mandava documentos por WhatsApp, o RH imprimia fichas, colhia assinatura à caneta e montava o dossiê à mão. Cada admissão levava semanas — para um público em que boa parte só tem o celular como computador.
A decisão
Antes de escrever código, foi preciso entender por que o processo era daquele jeito: o formulário longo existia porque a folha exigia campos que ninguém sabia explicar, e o papel existia porque a assinatura precisava ter valor jurídico.
Duas decisões saíram daí. A primeira foi quebrar o formulário em etapas com salvamento a cada campo. A segunda foi construir a assinatura eletrônica em casa, com manifesto de evidências no próprio PDF e verificador público por QR code, em vez de contratar serviço de terceiro.
O resultado
Os documentos são capturados pela câmera com moldura guiada, o sistema sugere o preenchimento por leitura óptica sem nunca sobrescrever o que a pessoa digitou, e o dossiê sai pronto para os dois sistemas de folha usados pelo cliente — um com 28 colunas, outro com 97.